quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Falando do amor #1

As paixões  não correspondidas... É por culpa delas que eu hoje sou o que sou. Fria, desconfiada, azeda, pouco confiante. Foi por causa daquele primeiro grande amor, por volta dos 14 anos, que não passou de algo platónico. Foi por causa daquela obsessão aos 20 e poucos. Foi assim que aprendi que amar é sofrer. Foi apenas isto que o meu cérebro e todo o meu corpo gravaram relativamente ao estar-se apaixonado. Então fujo das paixões.  Porque isso exige que eu sofra, que todo o meu corpo sofra. Foi por isso que optei sempre pelas relações fugazes e descomprometidas. É por isso que eu exijo muito pouco a quem está comigo. Sofre-se menos. Dizem.
Para muitos, aqueles que me conhecem pouco, eu sou forte, confiante e durona. Queriam ser como eu. Levar a vida numa boa. Sem compromissos com ninguém. Ser livre e independente. 
Mas o que eles não sabem é que esta minha forma de estar é apenas uma defesa, pois o que eu mais quero é sentir que estou no topo da lista de prioridades de alguém, é amar e ser amada.
 
'Maria'

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